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Partido Comunista da Venezuela (PCV)

… o PCV não nega a possibilidade de haver espaços para as conversações; mas alertou o movimento popular e revolucionário para a necessidade de estar vigilante em relação ao seu desenvolvimento.

 

 

Caracas, 19 de setembro, 2017, Tribuna Popular TP [1] – A Comissão Política do Partido Comunista da Venezuela (PCV) realçou que as reuniões entre os setores da oposição e o governo nacional não devem ser o cenário para promover a impunidade contra pessoas que cometeram crimes contra o povo ou para negociar direitos e conquistas populares.

 

Assim o disse Carlos Aquino, membro da Comissão Política, que confirmou que o PCV não nega a possibilidade de haver espaços para as conversações; mas alertou o movimento popular e revolucionário para a necessidade de estar vigilante em relação ao seu desenvolvimento.

 

Essas conversações não podem significar impunidade, nem podem significar a entrega, a negociação de direitos e conquistas populares, a conciliação com setores da direita, que, além do mais, demonstraram claramente a que interesses se submetem e respondem – e não são os interesses do povo, são os interesses das transnacionais”, enfatizou Aquino.

 

O dirigente comunista também se referiu às declarações do presidente Nicolás Maduro, que contabilizou em mais de 100 as conversações prévias ao encontro da República Dominicana.

 

Oxalá que 10% do número de reuniões que tiveram com a oposição as tivessem tido com setores defensores do processo! Não metade, só 10%”, ironizou Aquino, que pediu ao governo para refletir sobre os contínuos interesses e esforços para conversar com setores da oposição e deixar de lado a necessidade de criar espaços genuínos de direção coletiva do processo político.

 

Finalmente, Carlos Aquino realçou que o apoio do PCV ao governo nacional, mesmo com desacordos em vários aspetos, se baseou numa atitude transparente – “não se pode dizer e jamais se poderá apontar ao Partido Comunista da Venezuela que as suas posições e expressões de apoio foram condicionados por algum espaço ou por alguma prebenda”.

 

Celebração do 70.º aniversário da JCV

 

A direção nacional do PCV também saudou a celebração do 70.º aniversário da Juventude Comunista da Venezuela, “organização que tem uma longa história e uma longa tradição de luta e combate, de mártires, de heróis e heroínas que, durante estas sete décadas, também deixaram o seu sangue e a sua vida e deram todo o seu esforço para alcançar o objetivo que continua a orientar as e os comunistas na Venezuela, que é o processo de acumulação necessária, a unidade operária, camponesa e popular, para o triunfo de revolução proletária e popular”.

 

Aquino assinalou que a realização do V Festival da Jovem Guarda, em San Agustín, Caracas, permitiu o encontro com organizações populares revolucionárias da capital e fez ressaltar o exemplo de camaradas, como Italo Sardi e Omar Ramones, jovens dirigentes comunistas mortos durante o período do puntofijismo [2].

 

Notas

[1] “Tribuna Popular” é o órgão do Comité Central do Partido Comunista da Venezuela. – [NT]

[2] De Pacto de Puntofijo, um acordo de governo entre os partidos políticos venezuelanos AD (Ação Democrática), COPEI (Partido Social Cristão) e URD (União Republicana Democrática), firmado em 31 de outubro de 1958 e que se manteve até 1998. Os governos de extrema direita resultantes deste Pacto deixaram um saldo de entre 5.000 e 8.000 mortos, com centenas deles desaparecidos. – [NT] 

 

Fonte: publicado em 2017/09/20 em https://prensapcv.wordpress.com/2017/09/20/pcv-conversaciones-no-deben-implicar-impunidad-ni-entregar-conquistas/

 

Tradução do castelhano de MFO

 

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