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Initiative Communiste *

 

… o terrorismo islâmico não é uma criação do mundo muçulmano, pois foi empurrado e financiado – do Afeganistão à Chechénia, da Bósnia à Somália, da Indonésia à Síria – pelo imperialismo americano e as suas petroditaduras do Golfo, uma ideologia que não questiona o capitalismo, antes o defende. É, por isso, um símbolo da luta antifascista que a bandeira vermelha da URSS flutue sobre Raqqa, retomada ao DAECH.

 

 

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Os comunistas estão na linha de frente do combate contra os terroristas islâmicos. Com efeito, os comunistas foram a ponta de lança da vitória contra o DAECH, em Raqqa, no seio das brigadas internacionais do Batalhão Internacional da Liberdade, mas também na ação do Partido Comunista Curdo, uma das principais forças do YPG [1]. Lembremo-nos de que em plena batalha contra o DAECH – e enquanto a França, a UE e os EUA continuavam a apoiar os terroristas islâmicos, pondo a ferro, fogo e sangue a Síria – é da frente contra estes grupos terroristas que os militantes da brigada Krasucki manifestaram a sua solidariedade com a CGT, que lutava para defender os trabalhadores, na primavera de 2016, contra a lei do trabalho [2].

 

Lembremo-nos de que o terrorismo islâmico não é uma criação do mundo muçulmano, pois foi empurrado e financiado – do Afeganistão à Chechénia, da Bósnia à Somália, da Indonésia à Síria – pelo imperialismo americano e as suas petroditaduras do Golfo, uma ideologia que não questiona o capitalismo, antes o defende. É, por isso, um símbolo da luta antifascista que a bandeira vermelha da URSS flutue sobre Raqqa, retomada ao DAECH.

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De acordo com um relatório dos camaradas do Morning Star [3].

 

Para assinalar a vitória contra os terroristas do Estado Islâmico, DAECH, e a tomada da sua capital de facto, Raqqa, os membros do Batalhão Internacional da Liberdade (BIL), uma aliança de grupos de esquerda que lutam ao lado das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), recriou a célebre foto do Exército Vermelho no Reichstag, fazendo flutuar a bandeira soviética sobre Raqqa.

 

Um dos combatentes, falando sob o pseudónimo de Serhildan, membro do BIL, originário de Londres, explica aos jornalistas do Morning Star que as duas vitórias estão ligadas:

 

"Quando a bandeira vermelha flutuou sobre Berlim, foi o símbolo da vitória sobre o fascismo e o nazismo. Nós consideramos que Raqqa significa a derrota do fascismo do ISIS e nós mesmos estamos na linha comunista das tropas de libertação".

 

Explicou ainda que os combatentes das brigadas internacionais dos BIL estavam na vanguarda da frente da batalha de Raqqa. Dez dos seus camaradas morreram em 2017, o ano mais sangrento para os brigadistas, mas também o ano com mais vitórias.

 

Tekosin, um brigadista irlandês de vinte anos, chora a morte de dois combatentes que se tornaram muito próximos do BIL: "Jack Holmes participou connosco em numerosas batalhas como franco-atirador. Comemos com ele na noite anterior à sua morte. Com 24 anos, Holmes, de Bournemouth, estava envolvido com o YPG há dois anos, quando foi morto numa emboscada do DAECH, em Raqqa. O batalhão também era amigo do realizador curdo com base em Londres, Mehmet Aksoy, morto num contra-ataque do Daesh. Ele vinha muitas vezes compartilhar as refeições e ter longas discussões políticas. Tinha um otimismo contagioso e era um verdadeiro revolucionário, como nós". Ninguém sabe o que será feito amanhã ao BIL ou às zonas da Síria que eles defendem, conhecidas como Rojava. Os voluntários que voltaram para casa foram presos, assim como vários jovens que tentavam deixar a Grã-Bretanha para se tornarem voluntários. O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico desaconselhou viajar para a Síria.

 

No final de outubro, as Forças democráticas sírias (FDS) anunciaram que libertaram completamente Raqqa do DAECH, apoiadas pela coligação dirigida pelos EUA. A operação de libertação desta cidade tinha começado em junho de 2017.

 

As autoridades sírias insistem no facto de que a presença americana na Síria é ilegal, uma vez que é realizada sem o consentimento das autoridades do país.

 

Notas

[1] YPG, Unidades de Proteção do Povo Curdo, é uma organização armada curda da região do Curdistão sírio. – NT

[2] https://www.initiative-communiste.fr/articles/luttes/brigade-krasucki-les-combattants-antifascistes-contre-daesh/.

[3]  Morning Star é o jornal do Partido Comunista Britânico. – NT

 

* Initiative Communiste é o jornal mensal do Polo do Renascimento Comunista em França (PRCF)

 

Fonte:  publicado em https://www.initiative-communiste.fr/articles/international/liberee-de-daech-drapeau-rouge-flotte-raqqa/

Tradução do francês de MFO

 

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