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Comissão Internacional do Polo do Renascimento Comunista em França (PRCF)

 

Já no resto da UE – especialmente na Hungria, nos protetorados germânicos da ex-Jugoslávia despedaçada, nas ex-repúblicas bálticas soviéticas, na Bulgária, na Moldávia e na Roménia –, os PC são criminalizados ou perseguidos sob diversas formas.

 

 

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Polónia: um processo político contra os comunistas

 

O processo contra os nossos camaradas do Partido Comunista da Polónia (PCP) é a expressão da vontade do Estado polaco – dirigido pelo PIS (Partido da Lei e da Justiça), fundado pelos irmãos Kaczyński, a fação clerical-fascizante da burguesia polaca –, de punir e atacar os comunistas, de vingar a Polónia popular, de realizar o “Nuremberga do comunismo”, tão desejado pelo responsável do Livro Negro do Comunismo, Stéphane Courtois, ocultando o importante facto de que a derrota do nazi-fascismo na Europa, que permitiu o julgamento de Nuremberga, é sobretudo devida ao heroísmo do Exército Vermelho e dos combatentes comunistas clandestinos de toda a Europa, sob o domínio fascista.

 

Mas este processo iníquo é também a consequência das estratégias de politização da lei, da justiça e dos julgamentos de militantes reprimidos. É um ataque em força contra a conceção democrático-burguesa do direito. O que provoca agitação, mesmo nas frações mais liberais da burguesia... cujos representantes, no entanto, fazem de “homens de mármore” quando se trata de condenar as violações dos direitos dos “vermelhos” e do movimento operário!

 

É assim clara a fascização em curso com este processo, bem como com a vontade claramente assumida pelo poder de criminalizar os opositores comunistas. Sem nenhuma dúvida, antes de atacar as outras forças democráticas.

 

O processo político tem um duplo objetivo: punir a liberdade de expressão e de opinião dos comunistas, mas também convencer a população de que a atividade política comunista está ligada a comportamentos criminais.

 

A atitude da União Europeia, além de algumas gesticulações hipócritas, é de uma evidente cumplicidade com a repressão e a criminalização do comunismo. A Polónia pode ser pensada como um banco de ensaio para testar reações a este anticomunismo virulento e liberticida, para o alargar a outros países da Europa. Já no resto da UE – especialmente na Hungria, nos protetorados germânicos da ex-Jugoslávia despedaçada, nas ex-repúblicas bálticas soviéticas, na Bulgária, na Moldávia e na Roménia –, os PC são criminalizados ou perseguidos sob diversas formas. E, logicamente, os nostálgicos do Reich, neonazis associados ao poder na Ucrânia (protegida pela UE/NATO), admiradores das Waffen SS bálticas, negacionistas que infestam o Bundestag [parlamento alemão] ou o governo de Viena rastejam para o poder, enquanto a UE – digamos, antitotalitária –, olha para o lado: mais do que nunca, a demonização do comunismo leva à reabilitação do nazi-fascismo e da pior reação!

 

Além disso, perante a participação da extrema-direita austríaca, neonazi e europeísta, no governo ao lado do austríaco Wauquiez, a UE permaneceu totalmente passiva, sinal destes tempos de fascização.

 

O julgamento dos nossos camaradas polacos, depois de ter sido adiado, deve ter lugar em 23 de janeiro de 2018.

 

Na unidade antifascista e animados pelo espírito de solidariedade, os militantes do PRCF expressarão o seu internacionalismo participando nesta manifestação de alto valor simbólico.

 

Fonte: publicado em https://www.initiative-communiste.fr/articles/europe-capital/pologne-proces-politique-contre-communistes-rassemblement-27-janvier-devant-lambassade-de-pologne/

 

Tradução do francês de PAT

 

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