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Federação Sindical Mundial (FSM)

Como afirmam as publicações da FAO [sobre a América Latina e o Caribe]: “O novo conjunto de dados mostra que a fome, em 2013, afetou 39,1 milhões de pessoas (6,3% da população regional), elevando-se para 40,1 milhões em 2015 (6,3%) e atingindo 42,5 milhões em 2016 (6,6%)”.

Para o movimento sindical internacional de classe não é aceitável que, à medida que avançamos no século 21, haja pessoas a morrer de fome ou a não conseguirem satisfazer as suas necessidades básicas.

 

 

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No final de 2017 e enquanto os imperialistas e as suas organizações internacionais se orgulham de uma economia globalizada que, passo a passo, resolve a crise global capitalista, os números da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) refutam as declarações dos representantes dos imperialistas e das multinacionais, especialmente na região da América Latina.

 

De facto, os números respeitantes à fome na América Latina e no Caribe são reveladores. De acordo com o Escritório Regional da FAO, a fome nessas regiões está em ascensão. O número de pessoas a sofrer de fome aumentou 2,4 milhões de 2015 para 2016, atingindo um total de 42,5 milhões, de acordo com o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, em 2017.

 

Como afirmam as publicações da FAO: “O novo conjunto de dados mostra que a fome, em 2013, afetou 39,1 milhões de pessoas (6,3% da população regional), elevando-se para 40,1 milhões em 2015 (6,3%) e atingindo 42,5 milhões em 2016 (6,6%)”.

 

Para o movimento sindical internacional de classe não é aceitável que, à medida que avançamos no século 21, haja pessoas a morrer de fome ou a não conseguirem satisfazer as suas necessidades básicas. Ao mesmo tempo em que as conquistas tecnológicas e científicas poderiam garantir o bem-estar dos povos desta região, as forças imperialistas, as multinacionais e os monopólios continuam a saquear e a privar os trabalhadores da região das suas riquezas e recursos naturais.

 

Por isso, a FSM reafirma que a única saída para a classe operária de toda a região está na luta por um mundo mais justo, sem a barbárie capitalista; por um mundo onde aqueles que produzem a riqueza serão os proprietários dos recursos nacionais. Só assim o criminoso fenómeno da fome, da desnutrição, da pobreza e da miséria generalizada serão eliminados. A FSM, pela sua parte, está empenhada em continuar a luta até que seja finalmente abolida a exploração do homem pelo homem.

 

Fonte: publicado em 2017/12/29, em http://www.wftucentral.org/a-commentary-on-hunger-data-in-latin-america/

Tradução do inglês de MFO

 

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