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Federação Sindical Mundial (FSM)

24 abril 2019

 

Hoje em dia, quando 1% da população possui mais de 80% da riqueza produzida, enquanto 4,5 mil milhões de pessoas vivem na pobreza e na miséria, os trabalhadores devem reivindicar ainda mais dinamicamente toda a riqueza que criam, para acabar com a injustiça e as desigualdades!

 

 

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A Federação Mundial de Sindicatos –, em nome de seus 97 milhões de membros, em 130 países dos 5 continentes –, saúda a celebração do Dia Internacional dos Trabalhadores de 2019 com o slogan: “A riqueza pertence aos que a produzem!”.

Saudamos os trabalhadores de todo o mundo e o seu insubstituível papel na produção de todos os bens e serviços necessários para cobrir todas as necessidades contemporâneas dos povos, a nível internacional. Honramos a história da classe operária mundial, a grande luta dos trabalhadores em Chicago, em maio de 1886, que lutaram e conseguiram o estabelecimento do dia de oito horas de trabalho, mesmo sacrificando as suas vidas.

O movimento sindical de classe, através da Federação Sindical Mundial, continua firme nas suas lutas com reivindicações pela melhoria das condições essenciais de trabalho e de vida dos trabalhadores e dos estratos populares pobres.

Hoje em dia, quando 1% da população possui mais de 80% da riqueza produzida, enquanto 4,5 mil milhões de pessoas vivem na pobreza e na miséria, os trabalhadores devem reivindicar ainda mais dinamicamente toda a riqueza que criam, para acabar com a injustiça e as desigualdades!

Nos países de África, Ásia e América Latina, os monopólios exploram a sua imensa riqueza natural, dando feijões aos povos. As rivalidades entre os poderosos Estados imperialistas mantêm tensões e surtos de guerras e abrem feridas em países onde anteriormente ocorreram intervenções, guerras e bombardeamentos, que criaram multidões de pessoas desenraizadas, de migrantes e refugiados.

Mesmo nos chamados países desenvolvidos está em marcha o ataque aos salários e pensões, contra conquistas históricas dos trabalhadores, em nome da crise económica capitalista, para garantir a rentabilidade dos grandes negócios. A pobreza, o desemprego e a insegurança aumentam, os serviços de saúde deterioram-se, os governos tentam limitar a ação do movimento sindical militante através de uma feroz repressão, colocando obstáculos às ações sindicais e ao direito à greve.

A Federação Sindical Mundial apela aos seus membros, amigos, trabalhadores do mundo, para içarem a bandeira das lutas históricas dos povos e organizarem mais uma vez a luta do 1.º de Maio de uma maneira digna desse dia comemorado pela classe operária.

Contra as falsas teorias de patrões, governos e lideranças sindicais corruptas, que proclamam que greves, reivindicações e a ação dos sindicatos se tornaram obsoletas, a fim de, assim, poderem servir da melhor maneira possível os interesses do grande capital.

Com mobilizações massivas e greves dinâmicas em toda a parte, sob as bandeiras e palavras de ordem da FSM, que expressam a unidade de classe e a solidariedade internacionalista. Com reivindicações de trabalho estável a tempo inteiro para todos, aumentos de salários e pensões, serviços de saúde e educação gratuitos e de alta qualidade para os trabalhadores e as suas famílias. Em defesa dos direitos da juventude e das mulheres da classe operária.

Pela paz, pelo fim das intervenções estrangeiras nos assuntos internos dos países. Pelo direito dos povos decidirem por si mesmos o seu presente e o seu futuro.

Pelo fim do racismo, do fascismo e da xenofobia, promovidos pela exploração capitalista. Pela união de todos os trabalhadores. Pelo fim das guerras imperialistas, travadas pelos interesses de uma minoria que explora a força de trabalho dos trabalhadores e banha os povos em sangue.

Pelo fim da exploração capitalista, por uma sociedade com verdadeira justiça e igualdade, onde a riqueza pertencerá àqueles que a produzem, aos trabalhadores, que são a força motriz de todo o progresso e todas as realizações da humanidade.

Desde o primeiro momento de sua fundação e nos 74 anos dos seus percurso e ação, a FSM, firmemente ao lado dos trabalhadores de todo o mundo, por ocasião do 1.º de maio de 2019, expressa mais uma vez a sua solidariedade aos povos da Venezuela, Cuba, Palestina, Síria, Iémen, Líbia.

Continuaremos as nossas lutas com firmeza, com o objetivo de as fortalecer através de novas iniciativas, atividades e mobilizações! Com internacionalismo e solidariedade.

Vamos continuar os nossos esforços para o fortalecimento dos sindicatos militantes, com muitos novos membros, com jovens e mulheres, com a melhoria das características de classe e da unidade de classe de todos os trabalhadores.

Revelando o papel sujo dos reformistas e dos burocratas corruptos, que transformam os sindicatos em serventuários da burguesia.

 

Participamos ativamente na luta do 1.º de maio de 2019!

Viva o Dia Internacional dos Trabalhadores!

A riqueza pertence aos que a produzem!

 

Fonte: http://www.wftucentral.org/may-day-2019-the-wealth-belongs-to-those-who-produce-it/, publicado em 2019/04/24, acedido em 2019/04/25.

Tradução do inglês de PAT

 

 

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