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Thomas Knapp*

 

As bases militares estrangeiras dos EUA são os principais instrumentos da dominação imperialista global e de dano ambiental, através de guerras de agressão e ocupação.

 

 

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Photo by DVIDSHUB | CC BY 2.0

 

 “As bases militares estrangeiras dos EUA são os principais instrumentos da dominação imperialista global e de dano ambiental, através de guerras de agressão e ocupação”. Essa é a proclamação unificadora da Coligação contra as Bases Militares Estrangeiras dos EUA (noforeignbases.org), e isso é efetivamente verdade. Mas, como signatário da constituição da Coligação, penso que vale a pena analisar o argumento um pouco mais. A manutenção de quase 1.000 bases militares dos EUA em solo estrangeiro não é apenas um pesadelo para os pacifistas. É também uma ameaça objetiva para a segurança nacional dos EUA.

 

Uma definição razoável de “defesa nacional”, julgo eu, é a manutenção de armamento suficiente e pessoal militar treinado para proteger um país de ataques estrangeiros e retaliar de facto contra os mesmos. A existência de bases dos EUA no estrangeiro vai contra o elemento defensivo dessa missão e apenas apoia de forma muito fraca a parte retaliatória.

 

Defensivamente, a dispersão fragmentada do poder militar dos EUA em todo o mundo – especialmente em países onde a população se ressente dessa presença – multiplica o número de alvos vulneráveis americanos. Cada base deve ter o seu próprio aparelho de segurança separado para defesa imediata e deve manter (ou, pelo menos, desejar) uma capacidade para se reforçar e reabastecer, de qualquer outro lugar, em caso de ataque contínuo. Essa dispersão torna as forças dos EUA mais, e não menos, vulneráveis.

 

Quando se trata de retaliações e operações em curso, as bases estrangeiras dos EUA são mais fixas do que móveis e, em caso de guerra, todas elas – não apenas as que estão envolvidas em missões ofensivas –, têm de desperdiçar recursos na sua própria segurança que, de outro modo, poderiam ser aplicados nessas missões.


Tais bases também são redundantes. Os EUA já possuem forças permanentes e móveis, bem mais adequadas a projetar força sobre o horizonte de todos os cantos do planeta: têm 11 Grupos de Ataque Navais e cada um deles dispõe, alegadamente, de mais poder de fogo do que o que foi usado, globalmente, no decurso da Segunda Guerra Mundial. Os EUA mantêm essas poderosas forças navais constantemente em movimento ou estacionadas em várias partes do mundo e podem colocar um ou mais desses grupos fora do alcance de qualquer linha litoral numa questão de dias.

 

Os objetivos das bases militares estrangeiras dos EUA são parcialmente agressivos. Os nossos políticos gostam da ideia de que tudo o que acontece em qualquer lugar é da sua conta.

 

E também são parcialmente financeiros. O objetivo principal da “defesa” dos EUA, desde a Segunda Guerra Mundial, tem sido o de transferir o máximo de dinheiro possível para as contas bancárias dos negociadores ligados politicamente à “defesa”. As bases estrangeiras são uma forma fácil de gastar grandes quantidades de dinheiro, precisamente dessa maneira.

 

Encerrar estas bases estrangeiras e levar as tropas para casa são os primeiros passos essenciais para criar uma defesa nacional atualizada.

 

* Thomas L. Knapp é diretor e analista sénior de notícias no William Lloyd Garrison Center for Libertarian Advocacy Journalism (thegarrisoncenter.org). Vive e trabalha no norte central da Flórida.

 

Fonte: publicado em 2017/08/02, em: https://www.counterpunch.org/2017/08/02/us-foreign-military-bases-arent-for-defense/

 

Tradução do inglês de MFO

 

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