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teleSUR

O conflito palestino-israelita está marcado pelo exercício da violência armada, da qual o regime sionista é partidário, desde antes de 1948, ano que marca oficialmente a criação do Estado de Israel.

Faz esta quarta-feira [2020/07/08] seis anos uma das mais mortíferas agressões lançadas por Israel contra territórios palestinos: a Operação Margem Protetora. Estendeu-se até ao final de agosto e causou a morte de vários milhares de civis.

 

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Os golpes sionistas aéreos e de artilharia sobre a Faixa de Gaza durante a Operação Margem Protetora deixaram milhares de vítimas mortais e avultados prejuízos materiais. Foto: Palestina Libre

Para o regime sionista, a diplomacia das armas tem sido uma constante na gestão das suas relações com a Palestina.

O conflito palestino-israelita está marcado pelo exercício da violência armada, da qual o regime sionista é partidário, desde antes de 1948, ano que marca oficialmente a criação do Estado de Israel.

Faz esta quarta-feira [2020/07/08] seis anos uma das mais mortíferas agressões lançadas por Israel contra territórios palestinos: a Operação Margem Protetora. Estendeu-se até ao final de agosto e causou a morte de vários milhares de civis.

No contexto deste aniversário, propomo-nos fazer uma cronologia das principais agressões armadas de Israel contra a Palestina.

Guerra da Água (1963-1967)

Foi um conflito originado pelas ambições expansionistas de Israel em busca de fontes de água para os seus territórios. Com o objetivo de aumentar o acesso ao líquido precioso, o regime sionista começou a desviar as águas do rio Jordão para o seu aqueduto nacional.

Esta ação ilegal, pois a bacia aquífera em questão localiza-se em território palestino livre, motivou a realização de ações militares pelo Exército israelita para assegurar as suas pretensões.

Foi um conflito amplamente denunciado pela comunidade árabe e internacional. Afetou não só a Palestina, mas também outros países da região, e teve incidência na ocorrência de outros conflitos armados.

Guerra dos Seis Dias (1967)

Embora este conflito tenha colocado, oficialmente, Israel contra o Egito, a Jordânia, o Iraque e a Síria, no final resultou na apropriação ilegal de territórios palestinos pelo regime sionista, evidenciando-se as suas reais ambições de expansão territorial.

Aviação israelita num voo durante a Guerra dos Seis Dias. Fonte: HispanTV.

Após os confrontos, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental foram ocupadas pelo Exército de israelita. Contudo, a resposta internacional ignorou os interesses palestinos na solução do conflito.

A Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a resolução 242, de 1967, a fim de encontrar uma saída negociada para as hostilidades. Este pronunciamento fez silêncio absoluto sobre o conflito palestino, deixando esta comunidade fora do jogo e a sua luta diluída no contexto do conflito árabe-israelita.

A ocupação desses territórios por Israel e a sua posterior expansão trouxeram condições sociais difíceis para os palestinos: repressão sistemática, recusa em reconhecer o direito de autodeterminação e oposição à construção do estado palestino, entre outras.

Operação Escudo Defensivo (2002)

Foi uma ação militar lançada por Israel, com o objetivo de neutralizar as ações de resistência palestinas que lutavam contra a ocupação sionista, conhecida como a Segunda Intifada.

Palestina durante a Operação Escudo Defensivo. Fonte: Alahednews.

A agressão durou de 29 de março a 3 de maio de 2002, e consistiu numa ofensiva terrestre e aérea contra posições civis palestinas, principalmente as cidades de Nablus e Jenin.

Como resultado dos combates, várias centenas de civis palestinos perderam a vida, enquanto Israel ocupou totalmente a Cisjordânia, terminando, de facto, com a soberania da Autoridade Nacional Palestina (PNA) na região.

Operação Chuva de Verão (2006)

Com o pretexto do suposto sequestro de um soldado israelita por partidários do movimento palestino Hamas, o Exército sionista mobilizou milhares de efetivos da Força Aérea e lançou-os contra as populações civis da Faixa de Gaza.

Ponte destruída na Faixa de Gaza durante la Operação Chuva de Verão. Fonte: Antimilitaristas.

Entre junho e novembro de 2006, foram bombardeados dezenas de alvos civis no território gazi, como pontes, centrais elétricas e residências. Parte da região também foi ocupada por forças sionistas.

Várias centenas de civis palestinos perderam a vida; a população da Faixa de Gaza sofreu graves danos nos serviços básicos e o agravamento das difíceis condições impostas pela ocupação israelita.

Operação Pilar Defensivo (2011)

Foi uma série de ataques aéreos do Exército de Israel à Faixa de Gaza, em resposta a supostos ataques palestinos ao território israelita. As autoridades da Palestina negaram esses ataques.

Bombardeamento de objetivos civis na Faixa de Gaza durante a Operação Pilar Defensivo. Fonte: Palestina Libre.

Em apenas três dias, a aviação israelita lançou 750 missões de combate em Gaza, com mais de 1.500 objetivos atacados, de acordo com dados oficiais do regime sionista. Centenas de civis palestinos morreram em resultado desta agressão.

Operação Margem Protetora (2014)

Reiterando o objetivo de acabar com os supostos ataques de foguetes lançados pelo lado palestino, as forças israelitas lançaram esta nova ofensiva em Gaza, entre julho e agosto de 2014.

Os ataques aéreos e da artilharia efetuaram-se contra alvos civis, o que foi denunciado pela comunidade internacional, dada a mortalidade que esses ataques representaram para os civis palestinos.

Mais de 2.000 civis palestinos foram assassinados nesta agressão, enquanto cerca de 11.500 foram feridos, segundo dados da ONU.   

Fonte: https://www.telesurtv.net/news/israel-agresiones-armadas-terribles-palestina-20200708-0013.html?utm_source=planisys&utm_medium=NewsletterEspa%C3%B1ol&utm_campaign=NewsletterEspa%C3%B1ol&utm_content=14, publicado e acedido em 2020/07/08

Tradução do castelhano de PAT

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