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Partido Comunista da Venezuela (PCV)

O camarada Yhon Luna, na sua qualidade de dirigente comunista e deputado regional, cumprindo a linha política do nosso partido, fez várias denúncias contra a corrupção, as máfias e a violação de direitos fundamentais, do respeito à vida, presumivelmente executados por instituições da administração da justiça e funcionários de organismos de segurança do Estado.

 

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Perante a provocação contra o PCV dirigimo-nos a todo o povo venezuelano

A Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV) reitera que a sua linha política é destinada a defender consequente e tenazmente os interesses do povo trabalhador da cidade e do campo, que se fundem com os da nação venezuelana, na perspetiva de concretizar a missão histórica da classe operária: a tomada do poder, para a construção de uma verdadeira sociedade socialista.

A nossa organização política foi fundada na mais absoluta clandestinidade, durante a férrea ditadura pró-imperialista do general Juan Vicente Gómez. Durante 87 anos, no calor da luta de classes, propusemo-nos avançar na construção e fortalecimento da unidade revolucionária operário-camponesa, fraternal e popular, como objetivo principal da nossa ação política, base necessária para avançar com êxito no processo acelerado e consistente de acumulação de forças em favor das posições consequentemente revolucionárias, para conquistar a libertação nacional e a revolução proletária, que permita à classe operária e ao povo trabalhador converter-se em vanguarda consciente e dirigente das mudanças revolucionárias na sociedade venezuelana.

A linha política do PCV é pública, construída organicamente no passado XV Congresso, na recente XIV Conferência Nacional (na qual se decidiu o apoio à candidatura do presidente Nicolás Maduro) e nos plenários do Comité Central do PCV.

É neste contexto que se firma o ACORDO UNITÁRIO ESTRUTURAL entre o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e o Partido Comunista da Venezuela (PCV), assinado com o compromisso comum de o implementar na sua globalidade, para avançar em conjunto na defesa da pátria e das conquistas dos trabalhadores, perante a crescente e criminosa agressividade intervencionista do imperialismo dos EUA, dos seus aliados europeus e da pitiyanqui [que imita e admira os norte-americanos e o seu estilo de vida – NT] direita interna contra o processo bolivariano e o nosso povo.

O PCV nunca esteve ligado a atos terroristas, nem teve uma política de orientação golpista – sempre fomos claros, francos, diretos e sinceros com o povo venezuelano.

As referências históricas do papel das e dos comunistas no desenvolvimento dos processos políticos e sociais de caráter revolucionário têm sido muitas vezes distorcidas, chegando, até, a criminalizar as legítimas lutas do povo pela sua libertação definitiva da dominação imperialista.

A burguesia e o fascismo desencadearam uma guerra sem tréguas contra os movimentos sociais e os partidos políticos de orientação revolucionária e progressista – particularmente os marxistas-leninistas, como o Partido Comunista –, que visa inviabilizar e fazer desaparecer todos aqueles que, como nós, reivindicam os direitos e interesses da classe operária e demais classes sociais exploradas.

Alertamos todo o povo venezuelano em relação à conduta criminosa do imperialismo, que consiste na provocação, visando dividir as forças revolucionárias e os seus núcleos dirigentes, como ocorreu com a invasão de Granada e em outros países do mundo.

Rechaçamos enérgica e decisivamente qualquer tentativa de vincular o Partido Comunista da Venezuela, ou qualquer dos seus dirigentes e militantes, com atos terroristas, fascistas, corruptos e apátridas, como a campanha que se desenvolveu publicamente contra o nosso camarada Yhon Luna, membro do Comité Central do PCV e do Comité Regional do Estado de Táchira, Deputado do Conselho Legislativo, presidente da Comissão Permanente de Política, Justiça, Segurança Cidadã, Direitos Humanos e Fronteiras.

O camarada Yhon Luna, na sua qualidade de dirigente comunista e deputado regional, cumprindo a linha política do nosso partido, fez várias denúncias contra a corrupção, as máfias e a violação de direitos fundamentais, do respeito à vida, presumivelmente executados por instituições da administração da justiça e funcionários de organismos de segurança do Estado.

O PCV exige ao Procurador-geral da República, ao Supremo Tribunal de Justiça e à Provedoria da Justiça, a nomeação de uma comissão especial que desenvolva uma investigação imparcial – e não contaminada por interesses particulares de alguns funcionários da segurança do Estado –, que clarifique a provocação, a manipulação de informação e a tentativa de envolver um dirigente nacional do Partido Comunista da Venezuela numa conspiração, como uma forma de desviar as denúncias que este nosso camarada vem realizando.

O PCV continuará com a sua conduta histórica, denunciando a agressão imperialista e, simultaneamente, todos os atos contrários aos interesses dos trabalhadores da cidade e do campo, assim como a corrupção, esteja onde estiver, seja envolvendo setores do grande capital, ou a ação de máfias entrincheiradas nas instituições, organismos e corpos da segurança do Estado venezuelano.

 

Continuamos a lutar pelos direitos dos trabalhadores e da pátria soberana!

 

A Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV)

Caracas, 16 de agosto de 2018

 

Fonte: http://www.solidnet.org/article/CP-of-Venezuela-DECLARACION-PUBLICA-ANTE-LA-PROVOCACION-CONTRA-EL-PCV/, publicado em 2018/08/18 e acedido em 2018/08/21

 

Tradução do castelhano de PAT

 

 

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