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Os nossos partidos enfatizaram que, durante quase duas décadas de progressismo na América Latina, esta continuou sempre a administrar o modo de produção capitalista, razão pela qual não solucionaram os problemas que o povo trabalhador enfrenta.

 

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No âmbito do VI Encontro de Partidos Comunistas da América Central e do México, realizado em El Salvador, com o propósito de trocar informações sobre a situação da luta de classes na região e coordenar ações para o fortalecimento dos nossos partidos, assumimos as seguintes posições:

1. Os partidos comunistas e operários aqui reunidos prestam homenagem à Internacional Comunista, por ocasião do centenário da sua formação e reconhecem a sua contribuição na construção dos partidos comunistas, o que valorizou a luta da classe operária e dos povos dos nossos países.

2. Repudiamos e condenamos veementemente o processo de ingerência imperialista contra os povos, especialmente contra o povo venezuelano, agressão que promove e financia a tentativa de golpe de estado, a autoproclamação de Juan Gerardo Guaidó como “presidente interino”, a desagregação económica, a ingerência militar, o roubo dos ativos, violando a soberania e a autodeterminação do povo venezuelano.

3. Manifestamos o nosso apoio incondicional e a nossa solidariedade ao povo e à classe trabalhadora da Venezuela, que resiste ao intervencionismo imperialista (estadunidense e da União Europeia) e aos governos subordinados ao imperialismo, como é o caso do Grupo de Lima.

Exigimos respeito pelo processo bolivariano, pelo seu governo eleito por vontade popular e respeito pela sua autodeterminação, assediados pela administração do governo dos Estados Unidos e pela União Europeia.

Expressamos a nossa solidariedade com o Partido Comunista da Venezuela e as forças anti-imperialistas que se encontram na primeira frente de luta em defesa da soberania. Pelo que, os nossos partidos comunistas vão intensificar a luta anti-imperialista, em solidariedade com o povo venezuelano.

4. Condenamos a política de agressão contra o povo da Nicarágua por parte do governo dos Estados Unidos, que utiliza a mesma estratégia que tem sido posta em prática na Venezuela para derrubar o governo. Apoiamos todas as iniciativas orientadas para uma solução política do conflito, sem nenhum tipo de ingerência imperialista.

5. Reiteramos a nossa solidariedade com a Revolução Cubana, que continua a ser sabotada pelo bloqueio económico e pela ameaça e ingerência imperialistas.

6. De maneira contundente, chamamos a atenção de que, nos dias de hoje, as agressões imperialistas são precedidas por campanhas que enfatizam as noticias falsas e deformam a verdade. Nesse sentido, os meios de comunicação pró-imperialistas contribuem para a criminalização das expressões comunistas, operárias, revolucionárias, progressistas e do protesto do povo trabalhador.

7. Denunciamos o papel das ONG servis ao imperialismo, que são utilizadas para canalizar fundos que atentam contra a autodeterminação dos povos.

8. Denunciamos a política anti-imigração e xenófoba dos governos dos Estados Unidos e do México. Da mesma forma, condenamos a dúbia moral destes países, que criminalizam a migração e, ao mesmo tempo, aproveitam-se da força de trabalho migrante, precarizando as suas condições de vida.

Enfatizamos que a migração é a consequência da imposição do modo de produção capitalista na nossa região. Nesse sentido, condenamos os governos que continuam a adninistrar o dito modo de produção, beneficiando a burguesia e os monopólios.

9. Enfrentamos a política agressiva do capital contra a classe trabalhadora, o campesinato, os povos indígenas, as mulheres e a juventude, que deteriora as suas condições de vida.

10. Ação dos partidos comunistas:

Perante os limites históricos do capitalismo, a alternativa viável é o socialismo, como fase primária do comunismo. É esperançoso que, em toda a região, se esteja a verificar, apesar das dificuldades, um processo de reorganização dos partidos comunistas, reivindicando o seu caráter marxista-leninista, de classe e internacionalista.

Os nossos partidos enfatizaram que, durante quase duas décadas de progressismo na América Latina, esta continuou sempre a administrar o modo de produção capitalista, razão pela qual não solucionaram os problemas que o povo trabalhador enfrenta.

11. Agradecemos ao Partido Comunista de El Salvador e à Juventude Comunista de El Salvador por possibilitar a realização deste VI Encontro, organizando e criando as condições para a sua concretização.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva o internacionalismo proletário!

Encontro dos partidos comunistas da América Central e do México.

El Salvador 1, 2 e 3 de março de 2019.

Partido Comunista de México

Partido Guatemalteco do Trabalho

Partido Comunista de El Salvador

Partido Comunista de Honduras

Partido Vanguarda Popular da Costa Rica

 

Fonte: http://www.comunistas-mexicanos.org/partido-comunista-de-mexico/2209-encuentro-de-los-partidos-comunistas-de-centro-america-y-mexico, publicado em 2019/03/06, acedido em 2019/03/16

 

Tradução do castelhano de APS

 

 

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