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Partiu do nosso convívio o camarada Carlos Costa, mas a sua memória  continua e continuará presente nas nossas vidas e nos nossos corações, pelo que foi o seu destacadíssimo papel  na luta contra o fascismo, nas conquistas do 25 de abril e no combate contra as políticas dos sucessivos governos que as foram pondo em causa.

Da sua biografia fazem parte as dezenas de anos na clandestinidade, os anos de liberdade sacrificada nas terríveis prisões fascistas, as torturas sofridas, a fuga de Peniche, com nove outros camaradas – Álvaro Cunhal,  Joaquim Gomes, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues.

Na sua atividade  partidária após o 25 de abril, sublinhamos os seus contributos na área do  Poder Local Democrático, de que foi importante teorizador, e na área da economia, tendo dado uma grande contribuição para as conferências económicas do PCP.

Carlos Costa é uma inspiração para todos os comunistas e para aqueles que lutam contra o capitalismo e o imperialismo e uma referência destacada na luta do proletariado e do povo contra a exploração capitalista, pelo fim da exploração do homem pelo homem.

Foi dirigente do Partido Comunista Português até ao seu XVIII Congresso, em 2008, mas não abrandou a sua atividade na divulgação do marxismo-leninismo, a teoria que dá base científica à  intervenção política do proletariado e  lhe permite exercer o seu papel dirigente na luta pelo socialismo e o comunismo.

Após sua saída da direção do Partido Comunista Português, prosseguiu a sua atividade política na divulgação do marxismo-leninismo, tendo sido um dos fundadores do sítio “Pelo Socialismo, questões político-ideológicas com atualidade” cuja legenda, sob sua proposta, é a famosa frase de Lénine “Não há prática revolucionária sem teoria revolucionária” sublinhando a  necessidade, que reconhecia, da importância do conhecimento e estudo do socialismo científico como guia da prática política do proletariado, da sua luta pela revolução socialista.

Anteriormente, esteve envolvido na criação do sítio “Para a História do Socialismo”, através do qual se tem feito uma excelente divulgação da história do socialismo, da  experiência da sua construção nos países do leste europeu e das causas que levaram à sua derrota, conhecimentos essenciais para a luta presente e futura do proletariado pela sociedade socialista. Aí foram publicadas as traduções de algumas obras importantes, designadamente de Estaline, não conhecidas na Europa ocidental. Em 2010 o sítio publicou a História do Partido Comunista da URSS, aprovada pela Comissão do CC do PCU(b), publicada em 1938, traduzida por CN para o português.

O sítio Pelo Socialismo editou também, em 2012, Os princípios do leninismo de Estaline, reedição revista e cotejada por CN com o original russo de uma anterior edição de 1972  dada à estampa por José Ricardo (pseudónimo de Lino Lima) e que Carlos Costa prefaciou.

Carlos Costa deu ainda corpo à Editorial Espartacus que publicou a expensas suas diversas obras, entre elas o romance de Howard Fast Spartacus, Contribuições para a ciência militar e política soviética, de Ulrich Huar, em 2020. Iniciou a preparação da publicação do Manual de Economia Política da Academia de ciências da URSS, mas não a pôde concluir. A sua companheira, Margarida Tengarrinha, terminou o trabalho por ele iniciado e em breve será publicado.

Carlos Costa vai continuar entre nós e na nossa memória, honrando o passado da luta centenária do proletariado português, como um verdadeiro comunista, um revolucionário intransigente contra os vários tipos de deformações da ideologia da classe operária. Foi um bravo, um audaz, e um camarada leal e frontal que não tinha medo das palavras.

Que o seu exemplo frutifique entre nós.

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