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4 de junho de 2018

As guerras que ocorreram em países como a Líbia, o Iraque, o Afeganistão e a Síria visam a exploração dos recursos naturais desses países pelas fortes potências capitalistas; são elas que derramam o sangue dos povos e criam “exércitos” inteiros de pessoas desenraizadas, refugiados e imigrantes.

 

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Senhoras e senhores,

Caros colegas,

Em nome da Federação Sindical Mundial (FSM) saúdo esta sessão plenária, os delegados dos sindicatos e os trabalhadores de todos os países.

Desta tribuna, expressamos a nossa solidariedade internacionalista ao povo da Palestina, que está a sofrer duramente com a ocupação israelita e condenamos os novos assassinatos a sangue-frio do desarmado povo palestino em Gaza, executados pelo exército israelita. Condenamos a mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém; para nós, Jerusalém é a capital eterna da Palestina.

A nível internacional, e durante mais um ano, a situação financeira dos trabalhadores e as suas condições de vida estão muito más e em total contradição com a contribuição vital que dão à sociedade.

As medidas de austeridade implementadas em nome da crise económica assumem um caráter permanente em todos os países da Europa e do mundo ocidental, sob a forma de cortes nas pensões e nos salários e na supressão de direitos dos trabalhadores. As rivalidades entre os grandes monopólios de diferentes países estão a aumentar e desencadeiam intervenções imperialistas, como a recente intervenção na Síria, guerras financeiras e sanções que têm consequências diretas na vida do povo comum desses países. As guerras que ocorreram em países como a Líbia, o Iraque, o Afeganistão e a Síria visam a exploração dos recursos naturais desses países pelas fortes potências capitalistas; são elas que derramam o sangue dos povos e criam “exércitos” inteiros de pessoas desenraizadas, refugiados e imigrantes.

Nos países africanos, em muitos países da Ásia e da América Latina, os trabalhadores sofrem com a falta de trabalho digno. Não há medidas de saúde e segurança nos seus locais de trabalho, não há cobertura de saúde, água potável, alimentos suficientes, prevenção de doenças como a SIDA, etc. O desemprego e a insegurança, especialmente nos jovens e mulheres, negam o seu direito a viver com dignidade.

Neste quadro, a Federação Mundial de Sindicatos apoia as lutas e as iniciativas dos trabalhadores que resistem em França, na Índia e manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores da cana de açúcar na América Latina, os professores, todos os que estão a lutar em todos os cantos do planeta. Estamos do lado do povo da Venezuela, de Cuba, ao lado dos povos que lutam contra os imperialistas.

Desde a sua criação, há 73 anos, a FSM dedica a sua ação à defesa dos direitos dos trabalhadores, ao fortalecimento do movimento sindical de classe a nível global e à expressão prática da solidariedade internacionalista. A observância das Convenções Internacionais da OIT é importante para garantir os direitos fundamentais e as liberdades sindicais dos trabalhadores, mas o que também é necessário é a constante vigilância e lutas de classe, contra os monopólios e as suas políticas devastadoras para os trabalhadores.

Apelamos às pessoas responsáveis ​​na OIT para terem em conta a antiga exigência da FSM para um funcionamento mais democrático e transparente das suas instituições.

A FSM seguirá firmemente o seu crescente e militante percurso, a organização de ações internacionais para o presente e o futuro dos trabalhadores, por um trabalho estável, sem guerras imperialistas, sem fenómenos xenófobos e neorracistas.

Damos as mãos a todos os trabalhadores – independentemente da sua cor, religião, sexo ou língua –, para estarem connosco, unidos na luta contra a barbárie imperialista.

Obrigado.

 

Fonte: publicado em 2018-06-04, em http://www.wftucentral.org/the-wftu-president-addressed-the-plenary-session-of-107th-international-labour-conference-on-monday-4-june-2018/, acedido em 2018/06/07

 

Tradução do inglês de PAT

 

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