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46.º aniversário da revolta dos estudantes da Universidade Politécnica e dos trabalhadores de Atenas contra a junta:

Nenhum envolvimento nos perigosos planos dos EUA-NATO-UE é a mensagem da revolta

Partido Comunista da Grécia (KKE)

O 46.º aniversário da heroica revolta dos estudantes da Universidade Politécnica e dos trabalhadores de Atenas, de novembro de 1973, foi comemorado com enormes manifestações anti-imperialistas e antiguerra em Atenas, Tessalónica e outras grandes cidades; uma ação que marcou o auge da luta antiditatorial do povo e da juventude contra a junta dos coronéis que estava no governo desde 21 de abril de 1967.

 

 

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2019/11/18

O 46.º aniversário da heroica revolta dos estudantes da Universidade Politécnica e dos trabalhadores de Atenas, de novembro de 1973, foi comemorado com enormes manifestações anti-imperialistas e antiguerra em Atenas, Tessalónica e outras grandes cidades; uma ação que marcou o auge da luta antiditatorial do povo e da juventude contra a junta dos coronéis que estava no governo desde 21 de abril de 1967.

Os slogans da revolta no Politécnico estão sempre atualizados na luta contra as políticas que levam o povo à pobreza, ao desemprego e à insegurança, contra o envolvimento da Grécia nos desígnios imperialistas da NATO-EUA-UE, contra a repressão e o autoritarismo.

Não é por acaso que, em Atenas, o grande comício anti-imperialista, marchando pelas ruas centrais da cidade, terminou frente à Embaixada Americana, para lembrar que a imposição da ditadura militar, em 1967, serviu “a ferro e fogo” os interesses da classe burguesa à custa do povo, implementando os planos dos imperialistas dos EUA e da NATO e culminando no golpe de Chipre, que levou à invasão e ocupação turcas.

Na Declaração do Gabinete de Imprensa do CC da KKE, destaca-se o seguinte, entre outras questões:

«“Os portões do Politécnico estavam cobertos com os slogans “EUA fora!”, “NATO fora!”. Estes slogans estão-se a tornar cada vez mais relevantes a cada ano que passa, na medida em que o nosso país participa ativamente nos planos imperialistas dos EUA-NATO e está-se a transformar numa plataforma de lançamento para a guerra e a intervenção. Afinal, apenas alguns dias atrás, o Secretário de Defesa, na sua deplorável declaração – dirigida a um general americano – enfatizou que “os nossos homens derramaram o seu sangue juntamente com soldados americanos nas guerras em que estivemos envolvidos, e isso continuará a ser assim no futuro!

O governo da ND pegou no bastão do governo do SYRIZA, que branqueou o imperialismo americano, fortaleceu a cooperação militar com os EUA e ofereceu valiosos serviços ao sistema, defendendo esta política criminosa em nome da “esquerda” e do “progresso”, adotando militantemente os seus valores e ideais e fortalecendo a tendência para o conservadorismo.

O outro lado da moeda é o ataque do governo aos direitos laborais e sindicais, o crescente roubo do povo com impostos, o desmantelamento da Segurança Social. Um complemento vital para esta política é a intensificação do dogma “lei e ordem”, do terrorismo patronal e da repressão estatal, com o objetivo de travar todas as reivindicações populares e da juventude.

Por estas razões, a comemoração deste ano da revolta do Politécnico assume grande importância. O KKE apela aos trabalhadores, à juventude e aos estratos pobres e populares para honrarem a heroica revolta do Politécnico e os mortos na luta contra a ditadura, com a participação militante de massas nas ações da comemoração, durante três dias, e na marcha anti-imperialista até à embaixada americana.

Para protestar contra as guerras imperialistas e o envolvimento da Grécia. Para expressar a sua solidariedade com as vítimas da exploração capitalista, os refugiados e imigrantes, que as políticas dos governos da UE mantêm no nosso país em condições miseráveis.

Para isolar os aduladores contemporâneos da junta e aqueles que vomitam o veneno do racismo, do fascismo e do anticomunismo».

O KKE e a KNE, que, novamente este ano, foram os mais participativos no comício anti-imperialista em Atenas, e em outras cidades, transmitiram a sonante mensagem da necessidade de entrar em confronto com as políticas antipopulares e as uniões imperialistas.

Como o KKE enfatiza na sua declaração: “Os governos que escolheram gerir o podre sistema de exploração e as suas leis seguiram, inevitavelmente, políticas antipopulares. O que é agora necessário para uma genuína saída em benefício do povo é formar uma aliança social vitoriosa que lutará contra os monopólios, as uniões imperialistas, o próprio e ultrapassado sistema capitalista, com o objetivo do socialismo. Esta luta vai chocar com as medidas antipopulares, obter ganhos e defender os direitos e liberdades democráticos para o povo”.

18.11.2019

Fonte: https://inter.kke.gr/en/articles/No-involvement-in-the-dangerous-plans-of-the-USA-NATO-EU-is-the-message-of-the-uprising/, publicado em 2019/11/18, acedido em 2019/11/26

Tradução do inglês de SMA







 

 

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