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teleSUR - rmh – HR

Em novembro de 2001, o parlamento da Bélgica reconheceu a responsabilidade do seu Estado pelo assassinato [1] de Lumumba e os EUA também confessaram a sua implicação nos factos.

 

 

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O herói nacional da República Democrática do Congo foi cobardemente assassinado por desenvolver uma

luta política e ideológica contra o jugo colonial e o imperialismo norte-americano. Foto: diario-octubre.com

 

Há 59 anos, as terras da África recolheram o sangue do líder congolês Patrício Lumumba, um dos mais fervorosos combatentes contra a colonização do Congo e primeiro chefe de governo do seu país depois de conquistar a independência da Bélgica.

O seu assassinato teve tudo a ver com o seu confronto com os poderes ocidentais que, durante anos, se apoderaram dos recursos naturais do Congo e mergulharam a sua população na pobreza extrema e na desigualdade.

Nenhuma brutalidade, abuso ou tortura me vergaram porque prefiro morrer de cabeça erguida, com fé inabalável e uma profunda confiança no futuro do meu país, a viver subjugado e espezinhando princípios sagrados”, escreveu Lumumba à esposa e aos filhos dias antes da sua morte.

Em 1958, o herói africano fundou o Movimento Nacional Congolês, defensor da criação de um Estado independente e laico, cujas estruturas políticas unitárias ajudaram a intensificar o sentimento nacional, o que o tornou Primeiro Ministro nas primeiras eleições livres, em 1960.

No entanto, a saída dos belgas do território causou mais instabilidade no território, pois se gerou um conflito político com pronunciamentos militares, ataques à população branca e distúrbios generalizados.

Além disso, a região de mineração do Katanga declarou-se independente sob a liderança de Tschombé, uma situação lucrativa para a sua antiga metrópole que tinha interesses na empresa mineira que também explorava as jazidas, pelo que igualmente empregou efetivos militares.

A liberdade traída

Embora Lumumba tenha reivindicado perante a Organização das Nações Unidas (ONU) os direitos de soberania e inviolabilidade do seu território e exigido a expulsão imediata das tropas belgas, a sua voz não foi ouvida, pelo que, para salvar a situação, procurou aliados na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

No contexto da Guerra Fria, essa ação envolveu um confronto direto com os Estados Unidos (EUA), que ativaram os seus efetivos da Agência Central de Inteligência (CIA) para eliminá-lo do panorama africano.

Ao mesmo tempo, deve-se notar que, nas condições da independência do Congo, a Bélgica deixou um país endividado e retirou todas os seus efetivos nos setores da saúde, da educação e da administração, entre outros, sem dar tempo à sua substituição. Esse abandono conspirou contra Lumumba e ele foi traído.

Primeiro, um golpe de Estado, em setembro de 1960, derrubou-o com todo o seu gabinete e, uma segunda facada nas costas do militar Joseph-Désiré Mobutu, que seguia as instruções das agências de inteligência americanas e belgas, causou a sua prisão e sequestro.

Embora existam versões diferentes do seu assassinato, que levou à instauração de uma ditadura de mais de três décadas, a verdade é que o agora Herói Nacional da República Democrática do Congo foi cobardemente assassinado por impulsionar uma luta política e ideológica contra os jugos coloniais e o imperialismo americano.

Em novembro de 2001, o parlamento da Bélgica reconheceu a responsabilidade do seu Estado pelo assassinato de Lumumba e os EUA também confessaram a sua implicação nos factos.

 

Notas

[1] Patrício Lumumba foi assassinado em 17 de janeiro de 1961. – NT

Fonte: https://www.telesurtv.net/news/asesinato-patricio-lumumba-congo-20200116-0032.html?utm_source=planisys&utm_medium=NewsletterEspa%C3%B1ol&utm_campaign=NewsletterEspa%C3%B1ol&utm_content=13, publicado e acedido em 2020/01/17

Tradução do castelhano de TAM

 

 

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