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Partido Comunista da Bélgica (PCB)

A inadmissível atitude dos dirigentes do PEE em relação à NATO, o que nos coloca em contradição com a nossa exigência de saída desta organização, mesmo antes da sua dissolução. O mesmo vale para a atitude de Syriza e do seu líder, Tsipras, na crise grega, atitude que contribuiu para desacreditar a esquerda radical, com exceção dos partidos comunistas não-membros do PEE.

 

 

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O Congresso decidiu, por uma maioria de 83% dos votos, em escrutínio secreto, sair do Partido da Esquerda Europeia (PEE).

 

No plano político, várias razões levaram a esta decisão de sair do PEE, de entre as quais:

 

  • A hostilidade estatutária do PEE ao socialismo real, apesar do colapso deste último ter constituído a base da globalização capitalista e a destruição de um equilíbrio de forças favorável aos trabalhadores de todo o mundo;
  • A unanimidade nas decisões do PEE, que congela e esteriliza o debate, transformando-o num clube de discussão elitista e tecnocrático;
  • A não tomada em consideração da nossa intervenção, em julho de 2014, sobre a crise ucraniana, que denunciava um verdadeiro golpe de estado de conotação fascista;
  • O facto de, em 2011, por ocasião do 90.º aniversário do nosso partido, “a intervenção do PEE” se ter limitado à realização de um colóquio em Bruxelas, onde a direção do nosso partido não foi oficialmente convidada e onde a sua história nem sequer foi mencionada;
  • A inadmissível atitude dos dirigentes do PEE em relação à NATO, o que nos coloca em contradição com a nossa exigência de saída desta organização, mesmo antes da sua dissolução. O mesmo vale para a atitude de Syriza e do seu líder, Tsipras, na crise grega, atitude que contribuiu para desacreditar a esquerda radical, com exceção dos partidos comunistas não-membros do PEE;
  • O montante de 30.000 euros de quotas de filiação, que não tiveram qualquer contrapartida correspondente ao investimento;
  • A falta de ligações privilegiadas entre os partidos membros sobre questões comuns, mesmo sobre a própria fundação do PEE. Entre outras, o encerramento da Caterpillar, onde o nosso partido foi ignorado e outros privilegiados, quando fomos os primeiros a defender a requisição dos instrumentos de trabalho!

 

Consideramos que o PEE está para a política como a CES está para o sindicalismo, isto é, são organizações criadas e submissas à União Europeia, a qual, após a sua fundação, continua uma organização capitalista que é impossível de reformar por dentro. A “Europa Social”, que seria o resultado de reformas progressistas, é uma ilusão para os trabalhadores.

 

Relembramos que a adesão do nosso partido ao PEE foi imposta em 2005 por uma minoria dos seus membros, em detrimento de um debate democrático que se concretizasse, pelo menos, através de uma decisão do Congresso.

 

A maioria dos membros do partido constatou que esta minoria apoiante do PEE não cessou de conduzir o nosso movimento para o reformismo, em prejuízo da sua essência revolucionária.

 

A recente visita do representante do “Die Linke” [A Esquerda] (do qual Gregor Gysi, presidente do PEE, é membro), Dietmar Bartsch, a um dos colonatos israelitas perto da Faixa de Gaza, onde plantou árvores, no quadro da cooperação com a organização sionista “Keren Kayemet” (fundo nacional judaico), conhecido pela sua grande  responsabilidade na política de limpeza étnica contra os palestinos, reforça a nossa decisão.

 

Fonte: publicado em  http://solidarite-internationale-pcf.fr/2018/07/pourquoi-le-pcb-a-quitte-le-parti-de-la-gauche-europeenne-pge.html, acedido em 2018/08/06

Tradução do francês de PAT

 

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