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Polo do Renascimento Comunista em França (PRCF)

Seja qual for o futuro próximo do movimento dos Coletes Amarelos, está aberta uma nova etapa do confronto de classes em França. Certamente, a direita e a extrema direita tudo fazem e farão para enganar o movimento e explorar as suas fraquezas ideológicas e organizativas. Que resultam, principalmente, da fuga ao combate de ideias da falsa esquerda europeísta, da extrema esquerda desligada dos trabalhadores (que, em massa, cantam a Marselhesa e ainda vibram com a memória da Revolução Francesa), das confederações sindicais institucionalizadas e de um PCF que não deixa de renegar a Revolução de Outubro e o emblema operário e camponês.

 

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«Para que a revolução tenha lugar, não basta que as massas exploradas e oprimidas tomem consciência da impossibilidade de viver como outrora e reclamem transformações: para que a revolução tenha lugar, é necessário que os exploradores não possam viver e governar como outrora. Só quando “os de baixo” já não querem mais e “os de cima” já não podem continuar a viver à maneira antiga é que a revolução pode triunfar.» (Lénine)

 

Seja qual for o futuro próximo do movimento dos Coletes Amarelos, está aberta uma nova etapa do confronto de classes em França.

Certamente, a direita e a extrema direita tudo fazem e farão para enganar o movimento e explorar as suas fraquezas ideológicas e organizativas. Que resultam, principalmente, da fuga ao combate de ideias da falsa esquerda europeísta, da extrema esquerda desligada dos trabalhadores (que, em massa, cantam a Marselhesa e ainda vibram com a memória da Revolução Francesa), das confederações sindicais institucionalizadas e de um PCF que não deixa de renegar a Revolução de Outubro e o emblema operário e camponês.

Mas o essencial não está nessas inegáveis ​​fraquezas, que exigem dos comunistas um trabalho de explicação e fraterna presença ativa no movimento popular.

O essencial é que milhares de homens e mulheres denunciam as desigualdades de classe.

O essencial é que milhares de homens e mulheres – apoiados pela maioria dos franceses, principalmente operários, empregados, precários, pequenos empresários – não vão por caminhos ínvios; denunciam as desigualdades de classe, recusam o falso diálogo social inventado por Macron-Medef, compreendem que a ecologia não é, para este poder de ultrarricos, mais do que uma desculpa para salvar o sacrossanto euro e a pseudo “dívida soberana”, indignam-se com os lucros escandalosos do tipo de  Carlos Ghosn, vomitam a arrogância de classe de Macron, gritam “Macron demission”, rejeitam os falsos dias de ação, onde se absteriam de bloquear o lucro capitalista e onde fingiriam acreditar numa “Europa social” que não se vê.

Um ano depois de sua eleição, feita à medida, o rei Macron está carbonizado nas classes populares e isso é bom.

  • Razões de sobra para ajudar o movimento popular a organizar-se democraticamente “em baixo”.
  • Razões de sobra para apelar à união dos sindicalistas de classe, sem poupar os adormecidos profissionais, contra O CONJUNTO das contrarreformas lideradas por Macron, o pequeno procônsul de Bruxelas e de Berlim.
  • Razões de sobra para apelar a uma ampla frente antifascista, patriótica, popular e ecológica para enfrentar o grande capital, assumindo resolutamente a questão do Frexit progressista, construindo uma França abertamente insubmissa perante a supranacional UE e reabrindo à classe trabalhadora da França o caminho da revolução socialista.
  • Razões de sobre para reconstruir, com o PRCF, um partido comunista de combate, centrado nas lutas, totalmente identificado com a ação e a democracia popular, um partido leal à bandeira tricolor dos Sans Culottes e à bandeira vermelha da foice camponesa e do martelo proletário.

Editorial de “Initiative Communiste” - dezembro de 2018

 

Fonte: https://www.initiative-communiste.fr/articles/prcf/quand-ceux-den-bas-ne-veulent-plus-2/, acedido em 2018-12-27

 

Tradução do francês de PAT

 

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