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Georges Gastaud

[Este artigo é publicado em 2 partes; hoje, publica-se a segunda]

… a desorientação ideológica gerada por décadas de falta de vanguarda partidária que é agora tão grave,  a  sublevação popular também pode ser  recuperada pela extrema-direita, alimentar apelos suicidas de intervenção política do exército, ou mesmo de formas de guerra civil inter-“comunitárias” pilotadas por, ou pelos, extremos de direita.

 

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(continuação)

III

O terceiro método: organizar-se, ir  junto das massas  levar uma alternativa  patriótica, popular e comunista  contrária à coerência política reacionária da burguesia

O terceiro método - que nada tem, diga-se, de uma “terceira via” entre o capitalismo e o socialismo! - é o método   verdadeiramente comunista que  o PRCF tenta implantar com os meios à sua disposição. Sem deixar de influenciar os congressos do PCF de vez em quando, apoiando fraternalmente as candidaturas autárquicas  do PCF  que se apresentem dispostas para o diálogo intercomunista quando necessário, sem deixar de estender a mão à minoria marxizante do PCF, sem deixar de atuar com outros grupos comunistas sobre questões de interesse comum, o PRCF parte sobretudo de uma análise do capitalismo e das contradições explosivas de classe na formação social francesa.

O PRCF constata que a estratégia fundamental do inimigo de classe – cujo  estado-maior se confunde com a direção do MEDEF [a], e mais precisamente, com o já altamente americanizado CAC 40 [b] – foi o mais claramente possível exposta no manifesto patronal intitulado Besoin d'aire [Necessidade de área](2012 ); mostra descaradamente ali o desejo cínico de acabar com o Estado-nação francês parcialmente herdado da Revolução Jacobina e do que o ideólogo patronal Denis Kessler chama  “compromisso de 1945 entre comunistas e gaullistas”, aquele que resume a sigla “CNR” e  o seu programa “Os dias felizes”. Com todas as letras, e no final de um voto unânime das suas autoridades, o MEDEF explica em Besoin d'aire que, para liderar a caça ao máximo lucro à escala continental e transcontinental, é preciso também afastar insurreições ou pré-insurreições populares às quais o povo francês  está habituado em virtude das suas tradições rebeldes (de maio de 68 aos coletes amarelos, passando pela rejeição da constituição europeia, a revolta da juventude contra o CPE [c] ou as grandes greves de 1995, 2003, 2010 e 2016), os monopólios capitalistas de base francesa devem rapidamente “mudar de área”: isso significa desativar e oprimir o Estado-nação  por baixo e por cima; por baixo, “reconfigurando os territórios” e liquidando os municípios e departamentos em benefício das euro-metrópoles e grandes regiões ao  estilo alemão (Macron chamará a isso  “Pacto Girondino”);  por cima, transferindo a soberania francesa para o nível europeu (na nova linguagem macronista, isso dá “soberania europeia” e  “salto federal europeu”), ou mesmo construindo o que Bruno Le Maire [d] e D. Strauss-Kahn [e]  não hesitam em chamar um Império. E não incomoda o MEDEF, de forma alguma, explicar que, para reconfigurar e redimensionar o capitalismo “francês”,  é preciso marginalizar discretamente a própria língua francesa,  espezinhar o que resta da francofonia internacional e instituir o inglês como única “língua de negócios e das empresas”, como reclamava abertamente, em nome do Businesseurope (o sindicato patronal europeu), o Barão Seillière, ex-presidente dos patrões “franceses”. É verdade que o ex-presidente “francês” do BCE, o apropriadamente nomeado Jean-Claude Trichet [f], já  tinha considerado seu dever inaugurar a sua presidência declarando perante os decisores europeus: “I am not a Frenchman”  [Não sou francês] ! Finalmente, o MEDEF projeta inserir os futuros Estados Unidos da Europa (sair também da “soberania europeia”)  no seio de uma nova “União Transatlântica”, obviamente centrada em Washington. E implorar a Berlim, senhor do euro, e a Washington, grão-mestre do dólar e da  NATO, que coassumam a tutela do Império Euro-Atlântico no qual a França anglicizada, dividida, e, ousamos dizer, “dispersa como um  puzzle”,  ficaria reduzida a uma simples expressão geográfica. O grande capital redistribui o seu capitalismo monopolista de estado [13], euro-regionalizado, continentalizado e transcontinentalizado, em estruturas neoestatais e culturais (anglicização do direito em particular): os Länder [g] franceses e o novo Reich Euro-Atlântico.

Denunciar e enfrentar a coerência reacionária do bloco União Europeia/MEDEF/Partido Único  Maastrichtiano

No entanto, este programa do MEDEF não é apenas um devaneio assustador:  articulado com a chuva de diretivas europeias que assaltam o nosso país, fornece um roteiro concreto para os ataques, aparentemente díspares mas na realidade bem planeados e coordenados que, por exemplo, através destes pequenos funcionários do Partido Único Maastrichtiano, que são alternadamente Sarkozy, Hollande ou Macron (e amanhã Le Pen [14]?),  destroem dia após dia –  mesmo que isso signifique contornar, um após outro, todos os referendos populares  nacionais ou regionais [15] – qualquer tipo de vestígio de República soberana, social, laica, democrática e indivisível. Nestas condições, o que devemos reivindicar  alto e bom som, ainda que seja apenas para começar a mudar a sociedade, senão colocar o mundo do trabalho na ofensiva, permitir que ele dirija uma unidade  popular maioritária e ir para o  confronto de classes em bases dinâmicas?

Que outra coisa fazer, se varrermos o pudor dos aparelhos e  o bafio eleitoralista, senão a saída da França da UE Atlântica, na perspetiva declarada do socialismo para o nosso país? Abaixo desse limiar mínimo – a que o PRCF chama as “quatro saídas”: do euro, da UE, da  NATO e do capitalismo – o que obteremos, na melhor das hipóteses, senão meses ou anos de paralisação das negociações com a UE sem, entretanto, poder nacionalizar os monopólios capitalistas, sem poder instituir imediatamente  um controlo nacional do capital, sem ser capaz de derrubar realmente as alianças internacionais da França, sem ser capaz de construir um poder popular  em condições de enfrentar o poder multiforme do capital, sem ser capaz de atingir no coração a especulação dos bilionários e “colocar o mundo do trabalho no centro da vida nacional”, como o PCF propôs em 1944?

Coerência de classe contra coerência de classe

É por isso que o PRCF  construiu para o nosso país, a coerência de classe contra coerência de classe, uma estratégia que é exatamente a oposta da do MEDEF e que, sob o nome de Alternativa Vermelha e Tricolor, combina a defesa do progresso social, a reconquista da independência nacional, a busca de cooperações transcontinentais, programa de transição revolucionária visando claramente o socialismo para o nosso país, estratégia que é ao mesmo tempo frontal, porque supõe a construção de uma ampla Frente Antifascista, Patriótica, Popular e Ecologista (Fr. APPE), a centralidade do mundo do trabalho no interior desta frente e, para tanto, a reconstituição do um PC de combate, associado à ação de uma ampla frente sindical de classe e luta.

Abaixo deste limiar mínimo, não haverá nenhuma mudança, apenas Mitterrand-bis, Jospin-bis ou Holland-bis, com a fascização pairando sobre as nossas cabeças como uma espada de Dâmocles. Abaixo deste mesmo patamar estratégico, nem mesmo entraremos na temporalidade política que objetivamente nos impõe a agitada agenda capitalista de desconstrução da nação e, no plano internacional, da marcha para a guerra mundial imperialista sob a égide do não tão “sonolento” Joe Biden. Abaixo desse limite estratégico – que não é de forma alguma um ditame arbitrário e “hegemónico” do PRCF, mas o mínimo razoável que se pode esperar de um comunista – não reconstruiremos um partido de combate, mas um pequeno ectoplasma rosa pálido ou  rosa vivo que não interessará absolutamente nada aos trabalhadores: é só ver quantas vezes já a classe operária, desde o Nord-Pas-de-Calais aos bairros populares das grandes cidades, repudiou  e humilhou eleitoralmente tanto o PS  como o  PCF  “mutante”, ou  ver até que ponto a noção de esquerda, incluindo a “esquerda unida”, parece hoje  abandonada pelos meios populares, uma vez que esta nobre ideia foi manchada e  desviada desde maio de 1981.

Privilegiar as lutas do aparelho ou de microaparelhos, ou partir do povo e das condições objetivas de mudança?

Em suma, para unir os comunistas e reorganizar um Partido Comunista digno desse nome, não devemos partir, em qualquer caso, não principalmente, dos confrontos florentinos com belos floretes a que dão  azo, perante a indiferença absoluta dos trabalhadores, os congressos do PCF, enquanto a “França dos trabalhadores” cantada por Jean Ferrat  é esmagada, os trabalhadores sufocam sob a gestão patronal, o Iluminismo se extingue gradualmente com o avanço de novos obscurantismos, o inglês patronal se torna de facto, embora ilegalmente, a língua de trabalho das grandes empresas e a juventude trabalhadora ou estudantil, expropriada de qualquer perspetiva de futuro, já não  tem vontade de  gritar o seu  desânimo. Tampouco se deve absolutizar o reagrupamento de micro-organizações desprovidas de verdadeiras raízes militantes, ainda que de vez em quando seja útil dialogar sobre questões teóricas e unir o maior número possível de militantes em lutas específicas. Ao contrário, devemos partir da própria problemática geopolítica e política efetiva: da defesa da paz e das soberanias nacionais; da luta contra todos os imperialismos, “o nosso” incluído; das necessidades objetivas dos trabalhadores, a primeira das quais é que nosso país recupere a sua capacidade de conduzir uma política autónoma de desenvolvimento económico e cultural; do sofrimento em massa que está a crescer em todo o país. É preciso dizer que a “explosão social” terrivelmente anunciada pelo ex-primeiro-ministro Édouard Philippe pode  dar-se a qualquer momento, como mostrou a crise inacabada dos coletes amarelos, e que é preciso estar em condições para, quando essa explosão ocorrer sem alerta, lhe oferecer, pelo menos, as bases de um programa de transição revolucionário e, pelo menos, o embrião de uma organização dinâmica e disciplinada. Pois, sem isso, com a desorientação ideológica gerada por décadas de falta de vanguarda partidária que é agora tão grave,  a  sublevação popular também pode ser  recuperada pela extrema-direita, alimentar apelos suicidas de intervenção política do exército [16], ou mesmo de formas de guerra civil inter-“comunitárias” pilotadas por, ou pelos, extremos de direita.

É claro que se pode objetar que os meios do PRCF são muito modestos para dar substância a este exigente caminho. Mas, além do facto de que o PRCF está a atrair cada vez mais jovens e de que os seus vínculos com o Movimento Comunista Internacional e com os sindicalistas de classe da França estão a crescer constantemente, a modéstia das forças não é um argumento sério. Para os leninistas sempre foi melhor ter forças modestas mas bem orientadas do que ter forças maiores paralisadas por alianças comprometedoras com aparelhos atolados em   alianças eleitorais totalmente desacreditadas. Além disso, se a nossa orientação é correta – e isto é o que deve ser visto em primeiro  lugar quando  não se é  oportunista – não devemos fazer do pequeno tamanho uma objeção, pelo contrário, devemos perguntar-nos como ajudar a PRCF aumentar a sua força e o seu impacto militantes. Porque não nos esqueçamos de que nenhum indivíduo é exterior às relações de forças sociais e que a indiferença organizacional de muitos comunistas que “contam os pontos” e que não  se empenham também é um elemento da relação de forças.

Conclusão

É esta  via popular e revolucionária, patriótica e internacionalista ao mesmo tempo, que o PRCF escolheu privilegiar sem, repetimos,  deixar de  dar a mão aos camaradas que lutam dentro do PCF, nem  de dialogar fraternalmente com aqueles que  acham que é justo privilegiar os reagrupamentos da organização. Se estivermos errados  ao fazê-lo,  que nos apresentem argumentos, mas sem invetivas. Se estivermos certos, paremos de “contar pontos” e esperar passivamente por “dias melhores”. E, em vez disso, venham ajudar-nos e “arregacem as mangas”, fazendo o que qualquer comunista deve fazer quando quer pôr de acordo as suas ideias com os seus atos: não permanecer infinitamente  numa organização  desacreditada e sem saída que tem pouco mais para “vender”  do que um passado que já renegou uma centena de vezes; não  confundir alhos com bugalhos navegando eternamente entre as organizações ditas “antiliberais” da esquerda do sistema, PCF-PGE incluídos, mas cumprir o primeiro dever do comunista: o de se organizar, de se comprometer inteiramente, com disciplina e abnegação numa organização marxista-leninista que estende até ao presente o grande passado do grande PCF, portanto,  portador de uma alternativa vermelha e tricolor para o  tempo presente.

Georges Gastaud,   23.4.2021

Notas

[13] É hora de os marxistas deixarem de ser enganados pelas análises neokeynesianas que criticam o chamado “ultraliberalismo”, a “desconstrução do Estado” e outros  disparates que empurram os comunistas para a  tolice do “antiliberalismo”  afastando-os tanto da luta pelo socialismo como do confronto direto com a UE. O capitalismo monopolista de Estado, este conceito de origem leninista que o PCF soube perfeitamente analisar na época do  presidente Pompidou e do gaullismo  triunfantes,  continua a ser este “mecanismo único do Estado burguês e dos monopólios capitalistas” que   o livro homónimo, publicado em 1972, pelas Editions Sociales criticava com abundantes  factos. Este “CME” [Capitalismo monopolista de Estado] não desapareceu de forma alguma: acima de tudo migrou e mudou de escala – mudou de “área” como diria o MEDEF –, se bem que  a desconstrução do estado burguês NACIONAL em benefício, por um lado, das Grandes regiões à  alemã e, por outro lado, da Europa federal (“salto federal europeu”) copilotada por Berlim e Washington, tenha deslocado e radicalizado o CME muito mais do que o aboliu. Mesmo a famosa “livre e sã concorrência” inerente ao Tratado de Maastricht é apenas um estratagema da razão dialética: ao estabelecer uma competição desenfreada à escala continental e transcontinental,  fragmenta-se  e destrói-se os mercados locais nacionais, abre-se espaço para os monopólios continentais e  transcontinentais,  arrasa-se os monopólios públicos (para construir monopólios privados, por exemplo, o SUEZ-GDF à custas de EDF-GDF) e a independência das PME,  aumenta-se o poder de um maxiestado continental (dotado da sua moeda, do seu exército, da sua  polícia, do seu  promotor público, até mesmo da sua língua única: o globish), ou seja, o Império Europeu, produtor de “normas” meticulosas e picuinhas. Um Império tão pouco “liberal” que dispensa infinitamente grandes subsídios públicos diretos (ver o “grande empréstimo europeu”, garantido pelo contribuinte europeu e despejado sem controle sobre os monopólios capitalistas) ou indiretos (biliões de euros GRÁTIS injetados continuamente pelo BCE  nos bancos e  nos monopólios industriais) destruindo no processo, não “o CME”, mas os serviços públicos e a proteção social conquistados pelos trabalhadores no quadro das lutas de classes travadas ao nível dos Estados-nações. Em suma, cada vez menos “Estado (nação) – Providência” para trabalhadores, artesãos e pequenos agricultores, e cada vez mais Estados (europeus) - Providência ... para o grande capital.

[14] O boletim mensal do PRCF, “Iniciativa Comunista” já denunciou muitas vezes o falso duelo e verdadeira dupla que constitui o casal mortal Macron/Le Pen –, o primeiro não deixando de “tomar a direita” e a segunda, com as leis de segurança e estigmatização “dos” muçulmanos, procurando ir além de Macron no terreno do euro-atlantismo, validando, sem o menor pudor  “nacionalista”, o euro, a UE, Schengen e, claro, a NATO.  Tanto assim é que o “bloco burguês”, personificado por Macron, não se inscreve menos no processo de fascização, do qual o lepenismo é a infantaria, do que, simetricamente, a União lepenista se inscreve cada vez mais no Partido Maastrichtiano Único, herdeiro do tardio da “UMPS”.   A base comum permanente dos blocos burgueses europeus – como Merkel, Macron, Draghi-Renzi, etc. – e blocos  euro-identitários (como Le Pen, Kaczynski, Orban, etc.) é a amálgama “antitotalitária” que o próprio Parlamento Europeu agora pratica entre comunistas e nazistas para melhor criminalizar os primeiros e, cada vez menos insidiosamente, banalizar e reabilitar a extrema-direita já no poder ou às portas do poder em um bom terço dos países europeus. Além disso, não é óbvio que, se Le Pen se tornar presidente em 2022, ela não romperá com a UE, assim como a UE não romperá com ela. Todas essas excelentes pessoas convergirão para o anticomunismo, o atlantismo, o antissindicalismo primário e a marcha para as guerras neocoloniais, tudo supervisionado por Berlim e “super supervisionado” por Washington.

[15] Não apenas o referendo sobre a constituição europeia de 2005, mas também os referendos da Córsega e da Alsácia dos anos 2000, que  recusaram a constituição de uma “coletividade territorial única” da Córsega ou da Alsácia, abolindo os departamentos republicanos. Também aí, em ambos os casos, as grandes burguesias hexagonais [continentais francesas] e regionais violaram friamente a vontade popular. Nessas condições de  violação permanente de Marianne [h] e da Constituição, continuar, como se nada tivesse acontecido, como faz o PCF, a nada questionar sobre a participação nas eleições europeias e regionais (sem  pré-julgar o resultado desta reflexão, mesmo que apenas estudando democraticamente a questão!), enquanto essas eleições são construídas sobre as negativas retumbantes da democracia (quando é que o as populações interessadas têm de validar o estabelecimento das treze Grandes Regiões criadas por F. Hollande?), mostra a que ponto de rebaixamento caiu o espírito crítico  no nosso país.

[16] Tivemos a oportunidade de denunciar em www.initiative-communiste.fr o apelo irresponsável do cantor de colete amarelo Francis Lalanne  a uma intervenção do exército para “restaurar a democracia”. Isso só mostra que o espontaneísmo e a rejeição demagógica dos partidos em geral e do PC em particular podem levar à pior ingenuidade. A carta aberta a Macron, datada de 22 de abril de 2021, publicada por vários generais aposentados, ameaçando Macron  por meias palavras com um golpe se ele não  conseguisse restaurar a “ordem” e a “civilização” a tempo, é um sintoma do que nos ameaça se os comunistas, em vez de se perderem nos jogos florentinos de aparelho e microaparelhos, não se empenharem em construir juntos, voltando-se prioritariamente para os trabalhadores (entradas das empresas, manifestações populares, bairros desfavorecidos, LP e LT, apoio público ao sindicalismo de classe...) uma alternativa patriótica e popular voltada para o Frexit progressista, na perspetiva do socialismo para o nosso país.

Notas do tradutor

[a] MEDEF – Movimento das empresas de França, principal organização patronal em França.

[b] CAC 40 – índice bolsista que reúne as 40 maiores empresas cotadas em França.

[c] Contrat première embauche (CPE; Contrato do primeiro emprego) é um projeto de contrato de trabalho destinado aos jovens franceses, em que seria permitido o despedimento automático. Provocou uma grande crise social e institucional. Estudantes universitários, alunos do ensino secundário e sindicatos  foram às ruas para mostrar o seu descontentamento com a nova  lei, provocando o bloqueio de diversas universidades pelo período de dois meses. Face aos protestos, o governo recuou e acabou por anulá-la.

[d] Bruno Le Maire (n. 1969) é  o ministro francês da Economia e Finanças, desde 2017.  Foi    Secretário de Estado para os Assuntos Europeus, entre 2008-2009, e Ministro da Alimentação, Agricultura e Pescas de 2009 a 2012.

[e] Dominique Gaston André Strauss-Kahn (n. 1949) é um economista francês, político, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), e uma figura  do Partido Socialista  Francês. Ficou conhecido devido ao seu envolvimento em diversos escândalos financeiros e sexuais.

[f] Jean-Claude Trichet (n. 1942).  Economista francês. Foi presidente do Banco Central Europeu, de 2003 a 2011. Antes de assumir a presidência, foi governador do banco da França, de 1993 a 2003.  É   presidente honorário do Conselho de Administração do Bruegel Institute (Bruxelas) e presidente europeu da Comissão Trilateral.   

[g] Länder (singular Land ) ou Bundesländer (singular Bundesland ) é o nome dos estados (federais) em dois países de língua alemã, Áustria e Alemanha.

[h] Marianne é a figura alegórica de uma mulher que representa a República Francesa,  e representa a permanência dos valores da república e dos cidadãos franceses: Liberté, Égalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade e Fraternidade). 

Fonte: https://www.initiative-communiste.fr/articles/prcf/trois-manieres-de-concevoir-la-reconstruction-du-parti-communiste-par-georges-gastaud/, acedido em 2021-04-28

Tradução do francês de TAM

 

 

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